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Grandes varejistas estão fechando lojas

Grandes varejistas vêm anunciando o fechamento de lojas. Oferecem os pontos para a venda ou devolvem ao locador - num movimento que não se via no setor há alguns anos. Com base nos anúncios recentes das empresas, a maioria de capital aberto, calcula-se que 168 lojas serão fechadas até o fim do ano e parte delas já parou de operar. Desempenho do ponto de venda abaixo do esperado e sobreposição de lojas, reflexo muitas vezes de um aumento exagerado da base de lojas, justificam a decisão de algumas empresas.

Para efeito de comparação, as 168 unidades equivalem, por exemplo, ao tamanho da rede de supermercados Pão de Açúcar e representa quase o mesmo número de unidades da Riachuelo. Numa análise por rede, no entanto, na maioria dos casos avaliados o total de fechamentos não chega a 5% do volume de pontos das empresas.

Lojas das bandeiras Casas Bahia, Ponto Frio, Baú da Felicidade, Maxxi Atacado, Nacional e Todo Dia fazem parte desse conjunto de empresas. No caso de Ponto Frio e da Casas Bahia, não é informado o prazo para o fechamento das unidades. Também entram nesse cálculo unidades das redes de drogarias Raia Drogasil e Brasil Pharma, do banco BTG Pactual.

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Analistas entendem que, num ano de vendas mais difíceis para o comércio, e com perspectivas ainda não muito claras para 2014, as empresas fizeram ajustes internos e reduziram despesas operacionais ao longo de 2013. Nesse cenário, investidores tornam-se mais rigorosos em suas análises sobre o varejo e diminui a tolerância com maus resultados.

"Calculamos que nos últimos oito anos, 80% dos hipermercados abertos no país ainda dão prejuízo pois é um negócio com modelo em crise e altos custos de operação. Então, o jeito é fechar. Você faz um acordo com o dono do ponto, acerta uma multa pela devolução da loja e também conversa para não entrar nenhuma loja rival naquele ponto por um tempo. E aí você se protege", disse Manoel Antônio de Araújo, sócio da Martinez de Araújo Consultoria de Varejo.

No caso de companhias que compraram operações ou se fundiram nos últimos anos, a medida ajuda a "limpar" a base de lojas, pois são fechadas unidades que não reagiram após a consolidação dos negócios. O Magazine Luiza, que comprou o Baú da Felicidade em 2011, fechou 14 pontos neste ano, 13 deles do Baú, porque não se enquadravam no padrão de lojas do magazine (eram alugados). O Valor apurou que a metade desses pontos, em São Paulo e no Paraná, ainda não tem novos locatários. De janeiro a junho, a companhia abriu 5 pontos.

A Raia Drogasil, criada em 2010 da união das duas redes, fechará neste ano até 25 pontos alugados - alguns começaram a ser entregues aos donos nos últimos meses (10 pararam de operar de abril a junho). A empresa tinha farmácias da Raia e da Drogasil muito próximas em certas cidades, assim como pontos com desempenho abaixo do esperado, apurou o Valor. A Brasil Pharma fechará até 30 unidades em 2013 também por causa de desempenho fraco.

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Não é uma medida que deve levar ao encolhimento das empresas. Todas as redes citadas vão abrir mais lojas do que fechar neste ano. "Na verdade, trata-se de ocupar melhor os espaços. Se uma determinada região tem potencial maior, e a rede atua em muitas áreas mais estagnadas, é preciso mudar o foco", disse Marcos Hirai, sócio-diretor da BG&H Real Estate, unidade da GS&MD. "O fato é que, com a farra do varejo nos últimos anos, reflexo do aumento no consumo, a euforia das aberturas foi grande. Mas com o passar do tempo, essa conta chega".

O maior volume de lojas que podem ser fechadas pertence à Via Varejo. A companhia terá que parar de operar 74 lojas de Casas Bahia e Ponto Frio, em 54 cidades, por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como informou ao mercado em abril. A princípio, é uma medida para gerar maior competição nesses municípios. Mas não há informações do desempenho dessas lojas ou o local onde estão instaladas. Parte das unidades devolvidas é alugada.

Ainda entra nesse cálculo a medida tomada pelo Walmart, informada na semana passada, de fechar até 25 unidades do grupo no país, incluindo lojas do Maxxi Atacado, Nacional, Mercadorama e Todo Dia. Metade dessas 25 lojas (a maioria alugada) está nos Estados do Sul e em Minas Gerais, apurou o Valor. Um dos pontos é o da rede Maxxi Atacado, no bairro de Barreiro, em Belo Horizonte (MG). O Maxxi é um exemplo de rede que cresceu rapidamente (passou de 11 lojas para 62 desde 2008) e agora, ficará menor. Resultados abaixo do estimado levaram à decisão.

Entre 7 e 8 lojas com a operação a ser encerrada pelo Walmart estão no Estado de São Paulo (Limeira e Marilia estão nesse grupo). Goiânia e Sergipe também serão afetadas, cada um com uma unidade fechada. No Rio de Janeiro, devem ser duas lojas. Analistas entendem que é bem provável que boa parte das 168 lojas que devem parar de operar (algumas já fecharam) tenha resultados pouco expressivos, já que não atingiu metas, o que acaba afastando o interesse no ponto. "Quem deve se interessar são varejistas regionais, de médio ou pequeno porte, que compram ou alugam por um preço bem negociado", disse Araújo.

Dia 24 de outubro de 2013

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3314842/grandes-varejistas-estao-fechando-lojas

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